Uso de informação privilegiada
Identificação antecipada de comunicações que sugerem operações bursáteis baseadas em informação material não pública — insider trading — ou o vazamento dessa informação.
Sinais linguísticos de alerta
- referências a resultados financeiros antes da publicação
- sugestões de comprar ou vender antes de um anúncio corporativo
- vazamento de informações de M&A ou resultados para externos
- discussões sobre informações de contratos não publicados
Por que importa
O uso de informação privilegiada costuma se originar em pessoas com acesso legítimo à informação — a equipe financeira antes de um fechamento, o assessor externo de uma fusão — e não em um atacante externo. Isso torna o círculo de suspeitos restrito e dá às comunicações internas um valor probatório especialmente alto: uma sugestão de "comprar antes do anúncio" enviada por chat corporativo pode ser a evidência central de um caso, mesmo que a operação bursátil nunca tenha sido executada.
Marco normativo relevante
- Brasil — Lei 6.385/1976 Art. 27-D, CVM
- Chile — Lei 18.045 Art. 165, CMF NCG 380
- EUA — SEA § 10(b), Regra 10b-5, Regulation FD
- UE — MAR Art. 8-10
Ação recomendada
- 1Ativar imediatamente a lista de informação privilegiada (insider list) quando o sinal for identificado.
- 2Restringir o acesso à informação não pública a quem tenha necessidade legítima de conhecê-la.
- 3Verificar se a pessoa envolvida tinha operações bursáteis pendentes ou programadas.
- 4Documentar a cadeia de custódia da informação desde sua geração até sua publicação.
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O vario identifica esses sinais automaticamente em e-mails corporativos, Slack, Teams e WhatsApp.
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